Um dia na fazenda. 2035 a.d.

Amanhece o dia, e o DroneFarm inicia-se automaticamente. Ele que ficou a noite toda sobre o sereno em um Drone Ponto em cima da casa Sede, desperta sozinho sua computador de bordo e começa a baixar os dados a partir do wi-fi ou do 5G. Os primeiros dados que ele baixa são imagens do satélite que tira fotos diárias da fazenda e da redondeza. Após isso, ele baixa os dados da previsão de chuva, humidade e ventos.
Logo cedo ele levanta vôo, desencaixando suavemente do conector dele da base que alimentou a sua bateria durante a noite toda. Base essa que esta conectada via cabos de grande calibre a um painel solar e a um depósito.
Fazendo a sua rota diária ele sobrevoa por toda a plantação coletando informação, via Bluetooth, de todos os sensores que estão enterrados no solo. Usando as informações do solo, [imagens das câmeras que ele possui] e os dados de previsão de chuva, ele começa a realizar a sua primeira atividade: enviar dados via rádio para a central automática que na Sede da fazendo controla de forma automática o sistema de irrigação. Com isso, automaticamente pontos de irrigação nas áreas que estão com necessidade começam a jorrar água. De longe é bonito de ver, porque depois que o DroneFarm sobrevoa uma área é possível ver essa área começar a receber a chuva artificial dos grandes Pivôs.
O mais curioso é ver que assim que o sol atinge uma certa altura, é possível ver os painéis solares do DroneFarm brilhando de longe e carregando a própria bateria enquanto ele voa. É um ponto reluzente no meio da lavoura.
Feita essa primeiro trabalho da manhã, o DroneFarm volta para a Sede e pousa em sua Base de carregamento.
Passa algumas horas e ele levanta voo novamente, porém dessa vez é possível ver que o compartimento de carga dele esta com suas 5 subdivisões cheias com líquidos de diferentes corres que foram carregados enquanto ele ficava recarregando. Tentando entender de onde veio esses líquidos, olho que a base de pouso do DroneFarm esta conectada cabos que levam a um depósito onde tem grandes galões de fertilizantes e defensivos químicos líquidos e bio defensivos.
Bom, olho no horizonte de novo e vejo que o DroneFarm começou a espirrar jatos em volta de cada plantação da lavoura. Basicamente ele começou a cruzar as informações dos satélites que apontaram colorações diferentes das ideais na planta, junto com as imagens que ele tirou enquanto sobrevoava durante seu primeiro vôo e os dados dos sensores no solo que indicaram uma necessidade de uma deficiência de potássio no solo.
Já no fim do dia, usando meu binóculo, eu vejo de longe o DroneFarm sobrevoando o perímetro da lavoura em zigue-zague e soltando um líquido vermelho. Não entendendo o que esta acontecendo, pego meu tablet e abro o aplicativo dele. Vejo que ele detectou por meio de uma foto dos satélites que a lavoura ao lado da minha esta com uma invasão de gafanhoto. E que como medida preventiva esta criando uma barreira de defesa usando um bio defensivo nas plantas que fazem fronteira com a cerca da outra lavoura. O mais fascinante foi descobrir como que esse bio defensivo funcionava: ele simplesmente usava o odor de um predador natural do gafanhoto, a aranha, para deixar as plantas inteiras com esse cheiro e assim espantar os gafanhotos da plantação.
No final do dia, maravilhado com toda a automatização que vi acontecer em um único dia, ainda penso que poderíamos investir ainda mais em biotecnologia para criar defensivos químicos 100% naturais, os bio defensivos. Mas talvez isso ainda vá demorar mais uns 15 anos.
